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Cinema Francófono Yves Montand
Yves Montand (nascido Ivo Livi em 13 de outubro de 1921, em Monsummano Terme, na Itália) foi um dos artistas mais versáteis e reconhecidos do século XX, destacando-se tanto como cantor quanto como ator. Filho de uma família operária antifascista, mudou-se ainda criança para Marselha, na França, onde cresceu e iniciou sua trajetória artística em ambientes populares, influenciado pela música de cabaré e pelo music-hall francês.
Sua carreira como cantor ganhou força nos anos 1940, especialmente após ser descoberto por Édith Piaf, com quem teve um relacionamento pessoal e profissional. Montand rapidamente se tornou um intérprete célebre, conhecido por sua presença de palco e por canções marcantes como Les feuilles mortes. Seu estilo elegante e sua capacidade de comunicação com o público o transformaram em um dos grandes nomes da chanson française.
Paralelamente, Montand construiu uma sólida carreira no cinema. Trabalhou com alguns dos mais importantes diretores europeus, como Henri-Georges Clouzot em O Salário do Medo (1953), filme que lhe trouxe reconhecimento internacional. Atuou também em produções italianas e hollywoodianas, demonstrando grande versatilidade dramática. Destacam-se ainda suas atuações em Z (1969), de Costa-Gavras, e A Confissão (1970), ambos com forte teor político.
Ao longo de sua carreira, Montand recebeu diversos prêmios e indicações importantes. Foi indicado ao Oscar de Melhor Ator por Vidas em Fuga de 1959 e venceu prêmios relevantes na Europa, incluindo distinções do César e reconhecimentos em festivais internacionais. Sua contribuição artística foi amplamente celebrada tanto no cinema quanto na música.
Na vida pessoal, foi casado com a renomada atriz Simone Signoret, com quem manteve uma das parcerias mais emblemáticas do cinema francês. Juntos, simbolizaram o engajamento político e cultural de uma geração.
Yves Montand faleceu em 9 de novembro de 1991, em Senlis, França, aos 70 anos, vítima de um ataque cardíaco. Sua morte marcou o fim de uma carreira extraordinária, deixando um legado duradouro na música e no cinema, sendo lembrado como um artista completo, cuja obra atravessa gerações e continua a influenciar a cultura mundial.
O Salário do Medo (Le Salaire de la Peur)
Quatro homens desempregados, vivendo em condições quase desumanas em um vilarejo da Guatemala, aceitam uma missão perigosa transportar nitroglicerina altamente explosiva em caminhões precários, por estradas em péssimas condições, até um incêndio em um poço de petróleo de uma empresa estadunidense.
(Dir. H. Georges Clouzot/156min./1953/PB/Leg./Suspense/A14)
"O filme foi aclamado pela crítica e pelo público, atraindo quase sete milhões de espectadores nos cinemas franceses. Em 2019, o filme foi classificado em 9º lugar na lista dos "100 Melhores Filmes do Cinema Mundial" da revista Empire."
Prêmios: Urso de Ouro - Festival Internacional de Cinema de Berlim; Grande Prêmio - Festival de Cannes; Melhor Filme – BAFTA Awards; Melhor Filme Estrangeiro e Menção Especial (Charles Vanel) - Blue Ribbon Awards; Prêmio da Crítica de Melhor Filme - Sindicato Francês de Críticos de Cinema.
Sexta 17/04/2026 com início às 20h. Entrada Gratuita
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