09.06 a 23.06

AZUIZ por Regina Alonso e Luci B.Brandimiller

AZUIZ por Regina Alonso e Luci B.Brandimiller

ALIANÇA FRANCESA DE SANTOS convida:

AZUIZ, Regina Alons e Luci B.Brandimiller

O poeta busca a beleza para (re)construir o cotidiano em versos. A força da palavra é multiplicada, quando o poeta se junta a outros artesãos, pintores, escultores, artistas plásticos, performáticos, músicos...

Ao conceber 'AZUIZ', Regina Alonso sente vontade de provocar um diálogo entre versos e imagens. De longe, a voz do pai (que lhe apresentou as águas azuis do Atlântico) sopra: Não consigo viver onde não se vê a linha do horizonte. 

O azul, que desde pequena a encanta, toma conta da imaginação. Na parede da sala, aquarelas de Luci Brogliato Brandimiller trazem a lembrança do mar. Regina volta às travessias de barco com o pai, a navegar no azul do céu espelhado nas águas... e convida a aquarelista para o diálogo entre as duas artes. A conversa serena e harmoniosa flui em vários tons de azuis. Regina manda poemas, Luci responde com aquarelas. Outras vezes, a aquarela vem primeiro.

Cento e onze tons azuis despertam para a poesia da vida. Versos líquidos que começaram a escorrer desde 2008, no primeiro livro, 'Ofício'. Maré incessante, afinal azul combina com paz, harmonia, paisagem, Picasso, água/aguadas... combina com a Prússia – combina com suavidade – diz Renato Di Renzo no prefácio. E continua: água colorida de ideias, pinceladas, rabiscos uniformes em composições gráficas, sentido das palavras – disparos corajosos. É esse o encontro que se refaz/faz agora em registros encantadores – cruzamentos reais de Arte - flui assim, sem que se espere - brotam tantos azuis... Exercícios para transpor... não poderia ser diferente.

Regina Alonso, pedagoga e escritora, sabe que se guarda o que não se tranca. Por isso acolhe a palavra líquida em livros de poesia:'Tábua de Marés', 'Ondas vão e vem', 'Circularidade',  'Tear'. Água que inunda 'Cavalo de Santo'(2016). Ondas bilíngues nos poemas de 'Paralelos' e 'França - Um Brinde à Arte'. Água que se estende à prosa no romance 'A menina que fazia chover' (2014) e no primeiro livro infantil, 'O Batizado de Cotó'(2017). Em 'Na ponta do laço' e 'Nada é Tão Longe', os contos têm a força do mar, que agita 'Refavela, Refazendo o Sentido' e 'Orfeu das Palafitas' (dramaturgia).

A força benfazeja das águas atlânticas de Santos talvez explique os tantos prêmios recebidos, inclusive 1º Lugar: Mapa Cultural Paulista - Conto 2007/2008 e PROAC 2010/Santos, Natureza e Arquitetura em Fotopoemas.

A escritora tem publicações em jornais, fanzines, antologias e revistas. Coordena Grupos Literários: Café com Letras Ambep/Santos e Outras Palavras, Ong TamTam. É acadêmica - Academias Vicentina de Letras, Artes e Ofícios 'Frei Gaspar da Madre de Deus' e Santista de Letras 'Casa de Martins Fontes'.

Regina Alonso quer guardar o mar em AZUIZ, poemas vibrando mais de cem tons (daí o lance de AZUIZ com z), azuis de ontem nas tonalidades do cotidiano de hoje, só instante e memória. Por isso o diálogo azul com as aquarelas de Luci Brogliato Brandimiller, cujas cores, formas e fusões trazem à tona emoções e fantasias do seu imaginário.

Fotógrafa, socióloga de formação, iniciou-se na aquarela em 2006 com a artista plástica Galina Sheetikoff. Outros mestres: Luiz Zeminian, Cris Burger, Chen K. Fang (in memorian), Selma Daffré, Lídice Moura e Márcia Santtos.

Em 2010 Luci começou a participar de exposições do Universo da Aquarela - SP, obtendo o Prêmio Prata em 2012 e em 2013, o Prêmio Ouro. Participou da Third – Shangai China Exhibition, sua primeira exposição internacional (2014); em 2015 participou com 25 aquarelas da mostra individual Do Real à Fantasia no Espaço Zeffiro em São Paulo; participou da exposição coletiva A poética da aquarela com Galina Sheetikoff no Espaço Paulista de Arte em São Paulo, em 2016 e no mesmo ano, obteve menção honrosa na 10a. Grande Exposição de Arte Bunkyo em São Paulo.

É membro da ABA – Associação Brasileira de Aquarela e da Arte sobre Papel e da IWS-Brazil – International Watercolor Society, através das quais tem participado de exposições nacionais: São Paulo, Piracicaba, Salvador; e internacionais: Itália - Alessandria e, por três anos consecutivos, Fabriano; Colômbia, México, Bangladesh e Paquistão. Participa com uma obra selecionada da mostra itinerante 2017/2018, The water that crosses the Oceans – Brasil, India, Itália e UAE - Emirados Árabes Unidos.

Desde 2017 sua aquarela Chianti Landscape, com a qual participou da Exposição Internacional Fabriano in Acquarello, faz parte do acervo do International Watercolor Museum in Fabriano.

Então, azuis em AZUIZ traduz o encontro entre artes, entre duas artistas necessárias - urgentes, que colocam a sensibilidade em sentinela.

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